domingo, 27 de abril de 2008
O CIO DO MAR
É noite,
O mar inquieto e fustigante
Em seu marouço de anseios
Abre-se como conchas
Despindo-se de suas vestes aqüosas
Para remexer-se em oferendas de amor!
E satisfaz seus desejos
Copulando altivo e garboso,
Entre algas e cardumes
De espécimes diversos
E sai bramindo e se revirando
Sobre as vagas espumosas,
Do marulhar incessante.
Finalmente, eclode em murmúrios,
Aquietando-se e aconchegando-se
Após o orgasmo branco
Manchando a areia fina -
Único vestígio do coito azul do mar!.
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Outubro de 1992 - Belém do Pará, ocasião da realização
da Xª Assembléia Geral Nacional da AJEB.
Autora: Lúcia Helena Pereira
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