segunda-feira, 5 de maio de 2008

LENO - O FENÔMENO DOS ANOS SESSENTA

Ontem, estava muito cansada por haver digitado sonetos, cartas e quadrinhas de Juvenal Antunes, para um site do Acre, onde sou colaboradora. Tomei um refrescante banho e deitei - me em minha cama de rainha: enorme e confortável (presente de Cris, minha sobrinha Cristiane Wanderley). Ao ligar a TV, já estava no canal 36 (TV - ASSEMBLÉIA), com o querido jornalista e locutor RUY, fazendo a narração da bela programação. Tratava-se da 48ª Assembléia Cultural, realizada dia 30 de abril e reprisada, para minha felicidade, nesse domingo, 04 de maio!
A atração dessa TV transportou-me aos bons tempos da Jovem Guarda, quando eu completara 15 anos, em 09 de julho de 1960...que saudades!
Representando essa fase risonha e dando um show de mais de uma hora -em sua carreira solo- lá estava, pelo vídeo, o meu querido Leno Azevedo.
Quantas recordações foram chegando. Lembro- me bem de Gileno Wanderley Azevedo (o grande Leno), aqui mesmo, em Natal, no Cobana, nas nossas praias; dos Artistas; Areia Preta; Muriú; Redinha e Ponta Negra (as mais freqüentadas da época) . Leno é filho do Coronel do Exército (in-memória) - Osório Azevedo e Lêda Wanderley Azevedo (os quais moravam no Rio de Janeiro). Sua mãe, ao ficar viúva, decidiu regressar à Natal, após alguns anos do falecimento do seu esposo. E, agora, aqui estão, sua mãe e sua irmã June, há poucos meses.
Leno costumava aproveitar as férias de dezembro, na cidadezinha dos Três Reis Magos. Uma cidade que sempre lhe fascinou, tanto quanto São Sebastião (Rio de Janeiro).
Aqui estão as suas raízes: seus avós - Oscar Wanderley e Cacilda Furtado Wanderley (falecidos); sua tia Dione Wanderley e Ivanaldo Ribeiro Fernandes (falecido); Cleanto Wanderley (falecido) e Marilene Pereira Wanderley; Breno Wanderley (falecido) e Maria José Wanderley; Caio Wanderley e Lenita Wanderley, além de muitos primos e amigos queridos.
Quando seu nome despontou na mídia, enquanto dupla LENO & LÍLIAN, quando vinha à Natal, mesmo integrando ao rol da fama artística, jamais esqueceu os seus familiares, outros parentes como Glaucio, Bergenaldo e Aleuda Wanderley, amigos e amigos distantes no tempo, mas não, no coração, como Alberto Cícero Dias, em cujo bistrô, sua mãe, Lêda Wanderley, sempre aparece , com a filha June e outros familiares . A fama nunca lhe subiu à cabeça. Mostrou-se sempre simples, carinhoso e afável com todos.
Ontem, dia 04 de maio deste 2008, ao rever LENO interpretando suas lindas canções e dar uma volta ao mundo, com Roberto Carlos, Raul Seixas, os Beatles e outros sucessos, não consegui conter as lágrimas que desciam dos meus olhos, como cascatas luminosas.
Não quero saber a idade de ninguém, eu tenho 62. O fato é que Leno era bem mais jovem do que eu, quando o sucesso bateu à sua porta.
Hoje ele volta, de vez, ao torrão Natal (como diria Dominguinhos) "trazendo na mala bastante saudade", para continuar a fazer sucesso, tanto quanto Marina Elali, Roberta Sá, Fernando Luís, Glorinha Oliveira...e tantos outros rouxinóis povoando o nosso mundo e alegrando a nossa vida.
Muito obrigada, Leno, Marina, Roberta e tantos outros cultores da música. Afinal de contas, a música é o poema escrito nas partituras da alma. É a luz dos ouvidos. As harpas divinas! A música, é a eternidade emocional, o sopro de Deus, o bafo da natureza encantada e musicada. Amém!

Lúcia Helena Pereira
Escritora

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