Amei...
Tantas quantas mulheres
Eu pude amar,
Desferi golpes
Em seus corações
Difíceis de cicatrizar,
Umas vinham
Outras iam
Mas nunca diziam não,
Tal qual água caindo
De um céu azul tristonho
Enfrentando desafios
Sobrepondo desatinos,
Sobre gente
Sobre prédios
Sobre rios,
Há os que necessitam
E sobrevivem delas
Há os que rejeitam
E sofrem a falta delas,
É chuva...
Aos olhos de quem
Observa de uma janela,
São mágoas não sentidas
Paixões mal resolvidas,
Um coração endurecido
Que deixou
Outros tantos enfurecidos
Por não saber amar,
Mas o tempo,
Encarregado de fechar
E abrir feridas
Me diz que,
Pra toda chegada
Há uma partida,
E reafirma...
Não sou rocha de amianto
E às vezes me pego em pranto
Com saudades de alguém,
Feito gelo ao sol
Exaurindo gota a gota
Até que seu sorriso
Meus olhos voltem a encontrar.
(Eugênio Ponciano)
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