terça-feira, 13 de outubro de 2009

PATRIMÔNIO VIVO

LUIZ CAMPOS
GREGÓRIO


XEXEU

CHEGANÇA

CABOCOLINHOS

O Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, vem a público divulgar os dez primeiros selecionados na Lei 9.032/2007, de autoria do Deputado Estadual Fernando Mineiro. Nesta terça-feira (13) às 17h no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel os selecionados estarão reunidos para que aconteça a comunicação oficial do resultado do prêmio.
A lei em questão trata-se do Registro do Patrimônio Vivo no Rio Grande do Norte (RPV/RN), onde serão pagas mensalmente pela FJA bolsas no valor de R$ 750,00 a pessoas físicas e R$ 1.500 a pessoas jurídicas.
A iniciativa se propõe a contribuir para o desenvolvimento sociocultural e profissional dos mestres de notório saber, autores, artistas, grupos e entidades da cultura tradicional e popular do nosso estado.
Abaixo segue a lista dos selecionados:

Sebastião João da Rocha

Mais conhecido como Tião Oleiro, nasceu em 14 de maio de 1914, na cidade de Ceará-Mirim. Foi com seu pai, o mestre João José Rocha que aprendeu os ensinamentos dos congos. Começou a dançar como Marujo no fim do cordão e com o passar do tempo, chegou à primeira fila. Foi em 1934, com a morte de seu pai, que Tião tornou-se Mestre do Congo e desde então já conduziu várias gerações pelos cantos e encantos do brinquedo.
Os Congos tiveram sua origem no Estado do Ceará, quando no final do século XIX, um ex-cativo – Pedro Mascarenhas, sai de Fortaleza e chega a Ceará-Mirim. Inicialmente, os Congos eram grupos de brincantes que animavam as festas nos engenhos de açúcar. Em 1930, Mestre Tião resolve homenagear os soldados mortos na Revolução de 1930, chamando o grupo de “Congos de Guerra”.


Luiz de Oliveiras Campos

Nascido em 1930, na cidade de Mossoró, Luiz Campos é poeta popular, repentista e cordelista. Se dedica à poesia há mais de 50 anos, e é reconhecido como um dos grandes nomes da cantoria e da viola nordestina.
Passou por várias profissões, quando em 1963 fez seu primeiro repente. Em 1977, ao lado de Aldivan Honorato fundou a “Casa do Cantador do Oeste Potiguar”, entidade que serviu para a gestação da “Escola de Mossoró”, aquela em que a poesia foi posta a serviço das causas populares.
Luizy Campos é autor dos livros “PoesRia com Luiz Campos”, “Nos Campos de Luiz Campos”, “Nova fase de Luiz Campos”e “Nos Campos da Poesia”.

Antonio Vieira da Silva

Nascido no Município de São Gonçalo do Amarante no ano de 1941, Antonio Vieira da Silva é mestre do “Grupo Folclórico Boi Suburim”, há mais de 25 anos. Mora na comunidade de Lagoa do Tapará – São Gonçalo do Amarante.
O Mestre Vieira representa o bumba-meu-boi, uma das grandes marcas da cultura popular brasileira. A manifestação do folguedo pode ser encontrada de Norte a Sul do Brasil, em épocas distintas do ano, com variações de nomes e narrativas.


Antônio Rodrigues da Silva

Antônio Rodrigues da Silva nasceu na cidade de Santa Cruz em dezembro de 1924. Vem mantendo a tradição do boi-de-reis na região do trairi potiguar por mais de 65 anos, através do Boi-Calemba. Pesquisadores de várias partes do Brasil já estiveram com o Mestre Antônio da Ladeira – como é conhecido, aprofundando estudos baseados na oralidade e no conhecimento guardado apenas na memória do Mestre.
Acompanhado da sua marujada, andou muito pelo interior do RN, nos tempos em que os grupos culturais iguais ao dele, costumavam viajar a pé, arrastando dezenas de pessoas para assistir e brincar nos bailes em que o Boi-Calemba era convidado.


João Viana da Silva

Nascido em Serra de São Bento, distrito do município de São José do Campestre em 1930, João Viana é Mestre de João-redondo, ou de mamulengo, como alguns preferem chamar. É dono de mais de 20 bonecos, que representam a cultura popular nordestina, como o vigário, o coronel, o vaqueiro, entre outros.
Foi através do Mestre Zé Bernardinho que encantava crianças e adultos através do teatro de bonecos que João Viana tomou gostou pelo ofício de bonequeiro e a partir de 1962 passou a confeccionar seus próprios personagens. Já participou do encontro sul-americano de culturas populares e atualmente é membro da Comissão Folclórica de São José do Camprestre.

João Gomes Sobrinho

O cordelista Xexéu como é conhecido João Gomes Sobrinho, nasceu em Santo Antônio do Salto da Onça, em 1932. Xexéu não teve acesso à escola, mesmo assim é autodidata, escreve poesia dentro de uma técnica perfeita, com poética, rima e métrica, por isso sua vida e obra vêm sendo freqüentemente estudadas nas universidades. Já se apresentou em diversas partes do Brasil como São Bernardo do Campo, Curitiba, e Brasília. Em suas rimas, Xexéu trata de temas, como direitos humanos, aquecimento global, biodiversidade e ecologia, além de claro, do dia-a-dia na zona rural, pois o cordelista ainda trabalha na lavoura.


João Gregório da Rocha

João Gregório da Rocha, o Gregório Santeiro é sertanejo nascido em Santa Cruz de Inharé, em 1945. Estabeleceu-se em Natal com muita dificuldade, exercendo a função de carpinteiro, na década de 1960, a partir daí começou seu trabalho como escultor. Foi através de sonho que veio a inspiração original de Gregório. O Mestre nunca precisou fazer rabiscos nem medições para sua arte, tudo vai saindo de sua mente, ele vai se lembrando da ordenha das vacas, do carro-pipa, do cotidiano na roça e expressa isso através de suas esculturas em madeira.


Fandango de Canguaretama

O Fandango de Cangauretama existe há mais de 150 anos. O grupo é um dos mais antigos do Brasil. Fandango é um auto popular de origem ibérica que inspira-se nas grandes aventuras marítimas dos portugueses, disseminadas em todo o Brasil. Sua denominação varia de uma região para outra, pois no Nordeste e Norte é conhecido como Fandango, no Sul e Leste é denominado Marujada. No grupo de Canguaretama, o enredo principal desenvolve-se em torno da “Nau”, que é atacada por uma tempestade e vaga durante sete anos e um dia. Perdidos e sem comida, durante o momento de maior aflição acontece um milagre e a tripulação avista terra.

Chegança de Barra do Cunhaú

A Chegança de Barra de Cunhaú existe há mais de 30 anos. Porém sua origem se deu no Bairro das Rocas, em Natal, no início do século passado. Foi o tio do atual Mestre Waldemir, João Marques, que levou a Chegança para Barra do Cunhaú, município de Gangauretama. A chegança se assemelha bastante ao Fandango pela vestimenta dos participantes, mas a temática dos dois folguedos é diferente. Na Chegança a temática é o combate naval travado entre cristãos e mouros, inspirado nas lutas pela Restauração da Península Ibérica


Cabocolinhos de Ceará-Mirim

O Grupo Folclórico Cabocolinhos de Ceará-Mirim - zona de engenhos - é liderado por Mestre Manoel Clemente, e tem mais de 80 anos de fundação. Costuma se apresentar em diversos eventos culturais pelo Estado com mais de trinta brincantes, incluindo aí, os músicos. A evocação indígena é permanentemente festejada em cortejos sem hora marcada para acabar. A fantasia traz cocar, arco, e flecha misturados com elementos do branco, como calças, lenços e sapatos.


Assessoria de Comunicação FJA: (84) 3232-5352 (84) 3232-5352
Mary Land Brito: 8839 8607
Rosa Moura: (84) 8854-6215 (84) 8854-6215


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