domingo, 25 de outubro de 2009

SARAU COM LUAL NO CRO/RN



SARAU COM LUAU

Nesta 4ª feira, 21.10.2009, aconteceu mais um Sarau Lítero Musical (Já conhecido como “Sarauterapia”), dando sequência ao Programa “Quarta Cultural” promovido pelo Conselho Regional de Odontologia do RN, coordenado pela Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores (SBDE), através do seu Presidente, Rubens Barros de Azevedo, com apoio maciço da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA). Mais uma vez, aproveitando a bela noite de luar, o evento ocorreu no terraço da sede, na Rua Cônego Leão Fernandes, 619. Estiveram presentes e atuaram, pela ordem de chegada, os seguintes Poetas e Poetisas: MÁRIO LÚCIO - Cantou suas composições, acompanhado pelo seu violão: Ondas de sonhos, Cais do Porto, Obra prima: Criação divina, Sentimentos, Maria do Cais, Samba para as Rocas, Me belisque, Arrependimento e Serenata, de “Capiba”; JOSÉ LUIZ SÁ - Declamou: Coisas do Amor, Sentimentos, Só, Desassistido; LECY SÁ - Declamou: Visita à casa paterna, de Luís Guimarães (1876), cantou o fado: Mal-me-quer pequenino, de Ricardo Borges de Souza; “Tião” (Sebastião Bezerra - 2º Tesoureiro da SPVA/RN) - Declamou Poesia autoral: Saúde e vigor; Favo de mel; Visão do Potengi, Criatura; JAÉCIO CARLOS - Declamou Circunstância, Saudade, Abandono - Falou do Sarau do Canto do Mangue que ocorre todo 2º sábado do mês, já há 20 semanas, na Praça “Pôr-do-Sol”, defronte ao Mercado de Peixe das Rocas, sob sua coordenação. Próxima Poetisa homenageada: AGSLENE MORAIS. Falou também da Revista de Informática que ele edita mensalmente e que já está na 39ª edição; ITAN BRASIL - Cantou, acompanhado do seu violão: Deusa do asfalto (Adelino Moreira), Apelo (Baden Powell e Vinícius de Morais), Minha Casa e Francisca do Alecrim (autoral); JANIA SOUZA (Conselho Fiscal da SPVA/RN): Declamou trovas de diversos autores.Informou que se prepara para viajar a Porto Alegre, onde serão lançados 2 livros de sua autoria e, posteriormente, em Natal. O Coordenador anunciou os poetas e compositores que aniversariam na quinzena, mini-currículo com suas respectivas obras: - Marcus (VINÍCIUS) da Cruz (DE) Melo (MORAIS) surgiu para o mundo no Rio de Janeiro, em 19.10.1913. Nasceu Marcus Vinitius Cruz e Mello Moraes,- mas mudou de nome aos 09 anos de idade, em cartório; abandonou o Marcus, trocou a grafia em latim de Vinitius, e desistiu do Cruz e Mello. Na ortografia vigente, seu nome deve ser grafado VINÍCIUS DE MORAIS. O “Poetinha” (como ficou conhecido) é essencialmente lírico, notabilizou-se pelos seus sonetos. Sua obra é vasta em vários segmentos: literatura, teatro, cinema e música. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933. Em 1946, assumiu o 1º posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles; na década de 50, atuou em Paris e em Roma e aposentou-se compulsoriamente, em 1968. Em 1954 lançou sua peça de teatro "Orfeu da Conceição", bastante elogiada; nessa época conheceu o parceiro Tom Jobim ("Se Todos Fossem Iguais a Você", "A Felicidade", "Chega de Saudade", "Eu Sei Que Vou Te Amar", "Garota de Ipanema", "Insensatez", entre muitas outras). Fez parcerias com compositores como Baden Powell, Carlos Lyra, Francis Hime, Chico Buarque e outros. Faleceu no Rio (mas sua obra não morreu) em 09.07.1980. - “CAPIBA” (Lourenço da Fonseca Barbosa), nasceu em Surubim/PE, em 28.10.1904; faleceu em Recife, em 31.12.1997. O apelido Capiba, na gíria local designava "jumento" e era extensivo a toda a família; segundo dizem, foi inaugurado pelo avô do compositor, que era baixinho e teimoso. Tornou-se o mais conhecido compositor de frevos do Brasil. Filho de uma família de músicos (seu pai foi maestro da banda municipal de Surubim), e aos 08 anos de idade já tocava trompa. Ainda criança mudou-se com a família para Campina Grande/PB. Aos 16 anos atuava como pianista no cinema de Campina Grande, e nessa época chegou a pensar em seguir carreira como jogador de futebol. Aos 20 anos a família obrigou-o a abandonar a música e a bola para estudar. Foi para João Pessoa, mas continuou tocando e compondo, e em 1925, além de empregar-se mais uma vez como pianista de cinema, sua valsa "Meu Destino" foi editada. Em 1930 conseguiu um emprego no Banco do Brasil e foi para Recife. Lá entrou para a popular Jazz Band Acadêmica e compôs seu 1º frevo,"É de Amargar", em 1934, vencendo um concurso de músicas de carnaval e foi gravado por Mário Reis, com enorme sucesso, e o consagrou como expoente do gênero. Com 34 anos, formou-se em Direito, mas nunca seguiu a carreira. Escreveu mais de 200 canções, em sua maioria de frevo, também samba e música erudita. As que fizeram grande sucesso: Cais do Porto; Madeira que cupim não rói; Maria Bethânia; Olinda, Cidade Eterna; Recife, Cidade Lendária. Calcula-se que tenha deixado mais de 400 músicas inéditas. Tomou parte no Movimento Armorial lançado por Ariano Suassuna no início da década de 70, compondo uma peça em 3 movimentos, que se chama Sem Lei Nem Rei, título do romance de Maximiano Campos; foi a primeira coisa que se fez, no gênero, a pedido do próprio criador do movimento. Faleceu no Recife em 31.12.1997. - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE veio do mundo em Itabira do Mato Dentro/MG, no dia 31.10.1902. Oriundo de uma família de fazendeiros em decadência estudou em Belo Horizonte, e com os jesuítas no Colégio Anchieta, de Nova Friburgo/RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De volta a Belo Horizonte começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que abrigava os adeptos locais do ainda incipiente movimento modernista mineiro. Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em Farmácia na cidade de Ouro Preto (1925). Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil. O modernismo não chegou a ser dominante nem mesmo nos 1ºs livros: Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e, sobretudo, em A rosa do povo (1945), lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre. Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa. Faleceu no Rio, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

PRÓXIMO SARAUTERAPIA COM PALESTRA: Será na 1ª quarta-feira de novembro, dia 04, das 18 às 20 horas; das 20 às 21 horas, acontecerá a sequência da Palestra do Dr. Givaldo Soares, abordando o palpitante tema: “Um País e 2 Paixões: Futebol e Música”. Imperdível!!! Estão todos convidados, pois a entrada é franca.



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