segunda-feira, 22 de março de 2010

TROVA DO DIA

Modera a tua conduta

coração insatisfeito.

O amor nunca se disputa,

nasce espontâneo no peito.

(Clarisse Barata Sanches/Portugal )

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Num rádio marca ABC
meus sonhos eu revivia,
quando lembrava você
Nas músicas que eu ouvia...

(Rosa Regis/RN)

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2006 > Niterói/RJ

Tema > PRESSÁGIO > M/H.

Eu volto! – me consolava.
Mas, em profunda agonia,
meu coração pressagiava
que ela jamais voltaria...
(João Costa/RJ)

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NUDEZ POÉTICA.

Rachel Rabelo/PE

Os raios matinais

Tocam minha pele

Desnudam meu corpo

Revelam mil segredos...

Cai a roupa dos pensamentos

O seio poético latente

Transborda a fantasia do viver

As mãos tocam idéias

E mostram o existir de “quereres”

A tarde brinca em meus braços

E acarinha minhas pernas

O sol no alto, ao meio dia,

Eleva minha inocência

Por entre arvoredos de “sentires”

O sol posto é saudade

Que me olha liberta

Os temores desnudados

A pele branca

Contrastando com a negra noite

Que me expiava faceira

Por entre o manto de nuvens

Que agora me cobre

Com raios de prata

Da linda lua

Que me veste de poesia.

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Eu, no sertão, meninote,

depois de tomar mingau,

corria atrás de um garrote

no meu cavalo de pau.

(Ademar Macedo/RN)

...E Suas Trovas Ficaram:

Chorar... quem é que não chora,

– nem que seja internamente –

quando alguém que a gente adora

se vai... repentinamente!

(Nélson Fachinelli/RS)

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As estrelas são nítidos faróis
quando o céu anoitece mais bonito;
para nós, os poetas sonhadores,
a beleza da Lua é quase um mito
na distância da cósmica jornada
em que a voz de um trovão é quase nada
e o silêncio de Deus corta o infinito.

(José Lucas de Barros/RN)

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SOLIDÃO.

Luiz Antonio Cardoso/SP

Propensos a quereres semelhantes,

tendo a poesia inata em nossas mentes,

tínhamos o infinito... e como amantes

seríamos estrelas reluzentes.

Mas eis que seus desejos, tão arfantes,

fizeram dos meus sonhos, tão descrentes,

migalhas de lembranças arquejantes,

fenecendo em processos deprimentes.

Recusaste o poeta que há em mim,

e todos os meus versos, que sem fim,

esculpiram o amor que eu quis te dar...

e decretaste enfim, a solidão,

para me acompanhar à imensidão...

onde hei de eternamente te esperar!

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