Teus silêncios noturnos, oh! Bem amada, eram os meus,
desde o dia em, apaixonada, lábios nos lábios,
recebeste de mim os teus primeiros beijos de amor,
doces beijos guardados nos escaninhos da memória,
invulneráveis às ações do tempo e da distância.
Ah! Despedidas ao crepúsculo das tardes estivais,
doíam como se fossem para sempre
por causa das ruas diferentes que seguíamos.
porque nos proibiam mãos entrelaçadas.
Ah! Sagrados momentos dos encontros vespertinos,
ah! Saudades das lágrimas nos olhos neblinando.
Cegos da paixão de jovens esquecemos a hora e a vez
Até que sem dizer adeus, definitivamente,
Saímos um do outro na busca de nossas noites de silêncios.
Ciro José Tavares
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